quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Recursos Tecnológicos Para Educação Especial

    O Laboratório de Análise Experimental de Cognição e Linguagem da Universidade de São Paulo, em convênio com a QS Informática e com o Centro de Pesquisa e Clínica Neuropsicológicas, vem produzindo nos últimos cinco anos uma ampla pesquisa de criação e desenvolvimento de recursos tecnológicos para a Educação Especial abrangendo diversas áreas de deficiência.  
    Um artigo de autoria de um pesquisador deste laboratório da Universidade de São Paulo, Fernando César Capovilla, trata de sistemas computadorizados de diagnóstico, testes e avaliações que auxiliam na comunicação e no processo educacional de pessoas com deficiência na fala, audição, deficiência mental e deficiências nas habilidades cognitivas de leitura, escrita e matemática.
    É uma ótima oportunidade para se ter acesso a este tipo conhecimento que vem sido desenvolvido por muitos pesquisadores no Brasil; saber o que são, como funcionam e como podem realmente auxiliar na educação. 






Gabriela Lauterbach

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Software Bilíngue para Surdos



Este vídeo apresenta o software Bilíngue para surdos, um programa de computador que auxilia o professor a ensinar a estrutura da língua portuguesa para alunos surdos com conhecimento prévio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).







Carine Guedes Duarte



Educação Especial em Geografia: O ensino de gráficos histogramas para alunos cegos e de baixa visão por meio de práticas

"A disciplina geográfica constitui uma ciência que pode ser considerada uma ciência de síntese, na medida em que se utiliza de diversas técnicas e ferramentas para explicar a realidade e as transformações humanas na natureza. Dentre essas técnicas e ferramentas, podemos citar o uso dos mapas, tabelas estatísticas e gráficos que constituem meios de comunicação simplificados que transmitem dados e informações com clareza e objetividade. O presente trabalho, busca enfatizar o ensino geográfico por meio de gráficos de histogramas para alunos com deficiência visual, cegos e de baixa visão, buscando uma abordagem inclusiva que suscite no aluno a construção de um gráfico tátil, para a compreensão e a espacialização de um determinado fenômeno, escolhido pelos próprios alunos.
O ensino de gráficos constitui um importante meio de ensino para a geografia, sendo uma ferramenta indispensável para tal, estando presente na maioria dos livros didáticos utilizados nas mais variadas instituições de ensino. Com relação ao conteúdo ensinado em Geografia para alunos cegos e de baixa visão, a tendência apresentada pelas atuais políticas inclusivas visam o mesmo ensino destinado a alunos normovisuais deixando aos professores e instituições as adaptações
cabíveis para tal ensino.
Dessa maneira, o trabalho apresentado, busca mostrar uma maneira de equacionar o ensino apresentado pelas escolas regulares para alunos com necessidades especiais de ensino, cegos e de baixa visão utilizando materiais de baixo custo e que levem em consideração a apreensão da realidade desses alunos.
(...)
Os alunos realizaram uma pesquisa listando os bairros onde seus colegas da escola regular residiam, essa tabela foi simplificada e dessa simplificação, foi construído um gráfico tátil de histogramas para o qual foram utilizadas peças quadradas  com 5cm de base, construídas em velcro, coladas em uma base de feltro. Cada uma das peças representa um aluno, dadas as informações na tabela a seguir:

Em seguida, os alunos construíram o gráfico em relevo com as peças recortadas, escolhendo as texturas e cores para cada bairro. As peças foram afixadas na base em feltro se apresentando de acordo com a figura.

 
Os alunos perceberam que a maioria de seus colegas morava no centro da cidade, bairro onde se localiza a escola, sendo poucos os alunos que moravam em bairros distantes, além do centro da cidade os outros números expressivos de moradores são os bairros próximos ao centro. Durante a discussão do gráfico elaborado os alunos chegaram a conclusão de que o fator distância influencia na escola onde estudam.
A prática realizada inseriu os alunos na participação de um projeto de pesquisa, para a elaboração do produto final, o gráfico de histograma, o que constitui um processo de aprendizado A construção do conhecimento proposto pela prática realizada consiste no equilíbrio da construção do conceito científico e do conceito espontâneo, onde o ensino através de um mediador leva em consideração as experiências cotidianas do aluno valorizando a apreensão do mundo captada por ele. Constitui, portanto, um instrumento de aprendizado fundamental para a formação do conhecimento dos alunos com relação a construção, leitura e interpretação de gráfico em geografia."



Carine Guedes Duarte